Morte Encefálica nas unidades intensivas

31/05/2011 00:13

 

A morte encefálica representa o estado clinico irreversível em que as funções cerebrais (telencéfalo e diencéfalo) e do tronco encefálico estão irremediavelmente comprometidas. São necessários três pré-requisitos para defini-la: coma com causa conhecida e irreversível; ausência de hipotermia, hipotensão ou distúrbio metabólico grave; exclusão de intoxicacão exógena ou efeito de medicamentos psicotrópicos.

Baseia-se na presença concomitante de coma sem resposta ao estimulo externo, inexistência de reflexos do tronco encefálico e apneia. O diagnóstico e estabelecido após dois exames clínicos, com intervalo de no mínimo seis horas entre eles, realizados por profissionais diferentes e não vinculados a equipe de transplantes. E obrigatória a comprovacão, por intermédio de exames complementares, de ausência no sistema nervoso central de perfusão ou atividade elétrica ou metabolismo. Morte encefálica significa morte tanto legal quanto cientificamente. E necessário que todo profissional de saúde, especialmente o médico, esteja familiarizado com o conceito de morte encefálica.

O paciente e considerado, apos o diagnostico de ME, sob o aspecto legal, ético e moral, um cadáver. Deve ser mantido o respeito, entretanto, a instituição terapêutica é inútil. A Resolucão no 1.986, de 2007, do CFM autoriza, chancela e estimula a retirada do suporte intensivo para esses pacientes.

O termo morte cerebral não deve ser usado, porque cerebro compreende o telencéfalo e o diencéfalo, não englobando o tronco encefálico.A completa disfuncão do tronco encefálico e sinne qua non para o diagnóstico de ME.

A morte encefálica representa o estado clínico irreversível em que as funções cerebrais (telencéfalo e diencéfalo) e do tronco encefálico estão irremediavelmente comprometidas.

O exame clínico neurológico é a base do diagnóstico de ME e em muitos países, entre eles o Estados Unidos, não e necessária a realização de nenhum exame complementar para o seu diagnóstico. O paciente sob suspeita de ME deve ser examinado de forma precisa e seguindo uma rotina invariável. E recomendado que pelo menos um dos exames neurológicos seja realizado por neurologista ou neurocirurgião. Os fatores que possam confundir o examinador ou dissimular o diagnóstico devem ser rapidamente descobertos e entendidos. Recomenda-se consulta a literatura medica pertinente ou a um neurocirurgião ou neurologista treinado se houver alguma dúvida.

A persistência da dúvida indica o reinicio do protocolo, a troca do examinador ou a classificação do paciente como impróprio para o diagnóstico de ME.

 

 

 

ARTIGOS

 

 

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